Inmo, o Próprio – Sexto Teishô do Sesshin de Maio de 2002 em Eitai-ji

Teishô nº6

Hoje vamos estudar a história do Sexto Patriarca Hui-neng.

Leitura de “Inmo”

O trigésimo terceiro patriarca, o Mestre Zen Daikan, antes que tivesse sua cabeça raspada, residia no templo de Hossho em Koshu. Dois monges travaram uma discussão. Um dos monges disse: “A bandeira se move”. O outro dizia: “É o vento que se move”. Como a discussão se prolongava sem parar entre estes dois pontos, o Sexto Patriarca disse: “É além do vento que se move e além da bandeira que se move”. Ouvindo isso, os dois monges instantaneamente se convenceram.

Estes dois monges vinham da Índia. Com estas palavras, o Sexto Patriarca declarou que o vento, a bandeira e o movimento, tudo existe enquanto espírito. Mesmo nos dias de hoje, muitas pessoas ouvem as palavras do Sexto Patriarca, mas não as conhecem: como neste caso, poderiam eles exprimir as palavras do Sexto Patriarca? Por que digo isto? Porque, ouvindo as palavras “Vocês são o espírito que se move”, dizer que “Vocês são o espírito que se move” quer somente dizer “Seus espíritos estão prestes a se mover”, não é ver o Sexto Patriarca, não é conhecer o Sexto Patriarca, não é ser o descendente do Dharma do Sexto Patriarca. Agora, como descendentes filhos e netos do Sexto Patriarca que exprimem a verdade do Sexto Patriarca, que falam com o corpo físico, com os cabelos e a pele do Sexto Patriarca, nós deveríamos dizer da seguinte forma: As palavras: “Vocês são o espírito que se move” são o que são, mas se poderia muito bem exprimir isso dizendo: “Vocês estão prestes a se mover”. Por que diríamos isto? Por que aquilo que se move, move e porque você é você. Dizemos isto porque você já é aquela pessoa daquilo.

É o mondo célebre do Sexto Patriarca, que depois de ter recebido a transmissão desapareceu durante não sei quantos anos aconselhado por seu mestre, o Quinto Patriarca, que havia lhe dito: “Eu lhe peço, não se mostre, fique escondido em algum lugar, e em seguida veremos”.

Aqui se trata do treinamento zen chamado shotai-choyo que quer dizer cuidar daquilo que trazemos em nós como num útero, durante um tempo bastante prolongado.

Foi a mesma coisa que aconteceu com Bodhidharma. Seu mestre lhe disse: “Você deve ir para a China, mas não agora, porque se você for agora o Dharma não se espalhará”. Foi por isso que ele esperou, e é dito que ele esperou até a idade de cento e vinte anos, o que parece impossível, mas foi assim que o Dharma foi transmitido.

Contudo, uma vez tendo sido obtida a realização, é preciso entrar no mundo sem que ninguém saiba quem você é. Entre aqueles que realizaram, alguns viveram entre os mendigos, outros se tornaram vaqueiros e viviam entre pessoas que os consideravam como pessoas comuns. Após a realização, vocês podem usar esta experiência entre as diferentes situações da vida cotidiana. Na vida cotidiana, a pessoa se depara com dificuldades que às vezes não conseguimos resolver, e com isso nos enganamos, mas se tivermos esta experiência autêntica, podemos, em caso de dificuldade, voltando a esta experiência, e a partir de tal experiência, achar uma solução para resolver nossos problemas. Certas pessoas realizadas desaparecem às vezes durante dezoito, vinte anos.

Na escola Rinzai, existe o ramo Ô-tô-kan, nome formado a partir de três mestres: Daiô (Nampo Jomyo, Daio Kokushi, 1235-1308), Daitô (Shuho Myocho, Daito Kokushi, 1282-1338, discípulo de Daio, viveu durante vinte anos debaixo das pontes junto com os mendigos. Ele é o fundador do Daitokuji em Kyoto) e Kanzan (Kanzan Egen, 1277-1360, discípulo de Daito. Aconselhado por seu mestre, ele deixou o mosteiro e foi viver num vilarejo chamado Ikuba, na prefeitura do que é hoje em dia Gifu, onde viveu durante oito anos com os camponeses, trabalhando a terra e se ocupando das criações de animais). Na escola Rinzai, todos descendem destes três mestres, que tiveram este tipo de prática e experiência.

Na escola Soto também, Tosu teve uma experiência parecida antes de se tornar um mestre. Se nos mostramos cedo demais, perdemos o que temos e é por isso que é necessário esperar que esta experiência amadureça.

Alguns anos depois de seu encontro com Hung-jen (o Quinto Patriarca), Hui-neng apareceu no templo de Hosshoji. No exterior do templo havia uma bandeira, hoban “a bandeira do Dharma”, que anunciava que o mestre fazia um sermão.

Quando durante um ango a pessoa foi shuso e sustentou uma batalha do Dharma (hossenshiki), a pessoa então ascende ao grau de “segundo mestre”, tornando-se Hoban-shi, “Mestre da bandeira do Dharma”, o que quer dizer que se defende o Dharma no lugar de seu mestre porque adquirimos força suficiente para tal. No “Zuimonki”, está dito que um dia Dogen Zenji convidou Koun Ejo a defender o Dharma. A sangha não tinha muitos membros e ele deu o tema Masangin “Três quilos de linho”. Com este koan, Koun Ejo defendeu a batalha do Dharma.

Portanto, no templo de Hosshoji para onde foi Hui-neng, dois monges discutiam sobre o tema da bandeira. Pela primeira vez Hui-neng deu uma declaração e disse: “Não é a bandeira que se move e não é o vento que se move e sim seus espíritos que estão a se mover” e estes dois monges ficaram surpresos com isto.

Aqui, Mestre Dogen diz que estes dois monges vieram da Índia. Não se tal coisa é fato ou não. Talvez o Dento-roku afirmava que eles vinham da Índia.

Quando o mestre que dava o ensinamento no templo de Hosshoji ouviu as palavras de Hui-neng, ele compreendeu que poucas eram as pessoas que podiam exprimir tal coisa, e lhe perguntou se ele era, sim ou não, o Sexto Patriarca que havia recebido okesa e a tigela transmitidas desde o Buda Shakyamuni. Hui-neng deu uma resposta afirmativa. Mas este patriarca não será sempre também um monge?

O nome da família de Hui-neng era Lu, mas chamavam-no de Roanja, nome familiar descrevendo sua função no templo, quer dizer um servidor, um subalterno. Ele recebeu a ordenação de Yin-tsung, aquele mestre que ensinava o Dharma no templo de Hosshoji.

O Sexto Patriarca disse aos dois monges: “Seus espíritos estão a se mover”. Dogen Zenji quanto a si, nos diz que compreender “Seus espíritos estão a se mover” como “Seus espíritos estão prestes a se mover” é uma interpretação errada.

Jinsha shindo são os caracteres chineses para “Seus espíritos estão a se mover”. (Neste caso, isso quer dizer uma descrição da realidade que é o espírito). Ora, cortando estes mesmos caracteres Dogen Zenji diz: “Vocês são o espírito que se move” (jinsha-shin-do) e neste caso, se trata de uma crítica dos monges. Então, Dogen Zenji vai muito longe quando ele muda “Seus espíritos estão a se mover” para “Vocês são o espírito que se move”, para mudar novamente para “Vocês se movem”. O Sexto Patriarca era um homem disto.

Para interpretar os koans antigos ou mesmo os sutras, Dogen Zenji utilizava com freqüência esta técnica de leitura dos ideogramas. Meister Eckhart, Heidegger, Daisetz Suzuki (que empregava o termo talidade “uma coisa é tal qual é”) também criaram uma linguagem nova para exprimir suas idéias.

Em seguida, o capítulo descreve longamente a vida do Sexto Patriarca, um lenhador órfão de pai, que vivia com sua velha mãe, e que um dia por acaso, ouvindo uma citação do Sutra do Diamante, decidiu naquele momento se tornar monge porque algo despertou nele.

Leitura de “Inmo” (p. 124)

Antes, o Sexto Patriarca era um lenhador em Shinshu. Ele conhecia bem as montanhas e conhecia bem os rios. Com seus esforços na floresta de pinheiros, ele tirou as raízes, mas como poderia ele conhecer os ensinamentos eternos que iluminam o espírito, quando nos sentimos à vontade em nossa casa, como diante de uma janela cheia de luz? Com quem poderia ele aprender a limpar e estudar? Na praça do mercado ele ouviu um sutra: não foi algo que ele mesmo esperasse, e tampouco se tratava de um encorajamento formulado por alguém mais. Como ele havia perdido seu pai quando pequeno, ele havia crescido cuidando de sua mãe, não sabendo que sob sua roupa de lenhador estava escondida uma pérola que iluminaria o cosmos. Subitamente esclarecido pelo Sutra do Diamante, ele deixou sua velha mãe e partiu à cata de um conselheiro – eis aí um exemplo de comportamento raro entre os seres humanos. Quem pode tratar com leveza a gentileza e o amor? Mas dando peso ao Dharma, ele fez sua dívida de gratidão ficar mais leve e foi assim capaz de abandonar. Esta é exatamente a verdade de “Aqueles que têm a sabedoria, se ouvem o Dharma/São capazes de crer nele imediatamente”. Esta sabedoria não é aprendida de outros nem estabelecida por si mesmo: a sabedoria é capaz de transmitir a sabedoria, e a sabedoria procura ela mesmo diretamente a sabedoria.

E com esta história, esta interpretação, ele volta àquilo que disse Mestre Kokaku (no começo do capítulo): Se você está à cata de inmo, então você já é uma pessoa de inmo.

No Sutra do Lótus há a seguinte história: Dois amigos se encontraram na praça do mercado: um era pobre, o outro rico. Depois de terem bebido juntos, o pobre adormeceu naquele local mesmo. Aquele que era rico e que tinha que ir cuidar de seus assuntos teve piedade de seu amigo pobre e costurou uma pérola muito preciosa no bolso de seu casaco, achando que ele a encontraria mais tarde. Depois de alguns anos, eles novamente se encontraram e o pobre estava ainda mais pobre que anteriormente. Seu amigo lhe disse: “O que foi que ocorreu? O que você fez com aquela pérola que eu te dei?” “Que pérola?”, disse o amigo.

A pérola estava sempre em suas roupas. Que sorte que ele não tinha jogado fora suas roupas.

Esta história nos diz que temos uma pérola no interior de nós mesmos, mas não sabemos disto porque ela está oculta. Mestre Dogen interpreta assim: Os amigos sempre dão uma pérola quando você está adormecido. No caso, “os amigos”, são os Budas ou os bodhisattvas, que nos dão as pérolas somente quando estamos adormecidos, de forma que não sabemos de suas existências. Mestre Dogen também diz: Se alguém tem a sabedoria e ouve, ele crê; não somente crê, mas age como “uma pessoa daquilo” e volta com isso.

Existem muitas histórias daqueles monges de antigamente que deviam romper completamente com a família para se tornarem monges. Hoje em dia, é ainda possível e muito mais fácil. Além disso muitas pessoas se separam sem nem por isso se tornarem monges…

Vocês conhecem a história de Gensha Shibi que era um pescador. Quando pescava com seu pai, este último caiu na água. Gensha ia lhe socorrer, mas naquele momento ele viu a lua refletida nas ondas e reteve o gesto. Voltou sozinho para a praia e se tornou monge imediatamente.

Há também o famoso caso de Mestre Obaku, cuja mãe havia ficado cega por chorar esperando sua volta. Não creiam que o mestre seja incapaz de ter emoções, sentimentos, como todos eles experimentam a nostalgia, às vezes a tristeza.

A mãe de Obaku, querendo rever seu filho, trabalhava lavando os pés dos viajantes porque, sabendo que havia um certo sinal num pé, ela achava que assim poderia lhe reencontrar. Com efeito, um dia Obaku chegou e deu seus pés para serem lavados. Mas para que sua mãe não lhe reconhecesse, depois que ela lavou um pé, em vez de lhe dar o outro pé, ele deu o mesmo pé, e em seguida se afastou e pegou o barco para atravessar o rio. Alguém tendo reconhecido Obaku disse à mãe: “Finalmente você reencontrou seu filho?” “Não” “Mas ele estava aqui agora mesmo!” Então a mãe foi correndo, caiu no rio e morreu. Obaku a viu e o barco foi embora.

Existem muitas histórias parecidas, que todas mostram que os mestres eram assim.

Eu mesmo, era casado e deixei minha família. Comecei a estudar em Komazawa em 1960 acho, e no segundo ano me casei, o que era raro naquela época. No quarto ano tive que defender uma tese. No dia 8 de dezembro, aniversário da iluminação do Buda, deixei minha casa. Subi na montanha que se achava longe de Tokyo, caminhando durante a noite, na direção do templo cujo mestre era Nakagawa Soen Roshi, que teve como discípulo Shimano Eido Roshi, que fundou o Dai Bosatsu Zendo em Nova Iorque. Em seguida, retornei a Tokyo onde passei dois anos, dois anos que jamais pude recuperar. Fui visitar um amigo dois anos mais velho do que eu. Era um esgrimista e foi ele que me ensinou medicina chinesa. Ele compreendeu meu estado de espírito e me enviou para uma fazenda, situada na montanha, que produzia pêras e ameixas. Ali comecei a trabalhar, podava as árvores para as proteger dos insetos. Mesmo nos tempos de neve, nos levantávamos cedo de manhã, e calçando uma espécie de calçados de ferro, corríamos na neve até transpirarmos. Praticávamos as artes marciais num pequeno galpão. Este método era uma mistura de aikido, kendo, taijutsu (prática que consistia em utilizar o corpo livremente como no judô), um pouco de tudo, como a prática dos samurais dos tempos antigos. Estávamos praticamente pretos, cobertos de manchas roxas pelos golpes que recebíamos. Em seguida, havia uma cerimônia do chá, em seguida a cozinha à base de todo tipo de legumes: algas, grãos de soja, um repolho cortado em quatro, cenouras com a pele, nabos (takuan), junto com arroz integral. Comíamos somente isso. Na época eu tinha perguntas que não conseguia resolver, estava nervoso, mas com este regime, engordei dez quilos.

Eu trabalhei numa peixaria que em seguida revendia os peixes para os varejistas. O peixe que vinha de Tokyo chegava muito cedo de manhã e era necessário tirar-lhes as escamas – polvos inteiros, atuns – mas isso era bom para o corpo e impedia que pensasse muito. Como fazia muito frio, haviam braseiros. Assim, graças a este trabalho, pude comprar um okesa, um kolomo e os orioki. Este amigo em seguida me apresentou a um mestre, que era mais ou menos um Roshi e que praticava há já treze anos em Kenninji, um mosteiro Rinzai situado em Kyoto. Era um excelente mestre. Então recebi minha primeira ordenação na escola Rinzai. Este mestre me deu o nome de Eikyu: Ei, primeiro caractere de Eisai, que foi o primeiro mestre zen no Japão, e Kyu, tirado do meu nome Kyuji. Contudo, Eikyu não era muito harmonioso foneticamente, então o nome foi mudado para Ekyu.

Em seguida, quando assistia a uma conferência dada por Sawaki Roshi, eu ouvi as palavras que completamente mudaram a minha existência e vim para a escola Soto. Meu mestre de ordenação foi Setsudo Ryohan Daiosho (que nós citamos no eko de Daihishin dharani na cerimônia matinal). Ele me deu o nome Ryotan então eu sou Ekyu Ryotan. Ainda não Ekyu Ryotan Daiosho…

Já está quase na hora… Vamos reler este extrato de “Inmo” que diz respeito ao Mestre Daikan (Sexto Patriarca)

O Mestre Zen Daikan da montanha Sokei, de certa feita ensinou ao Mestre Zen Dai-e de Nangaku: “Há algo que vem assim”. Estas palavras dizem que ser assim está além da dúvida, porque está além da compreensão. Porque isto é algo, nós devemos fazer a experiência que todas as coisas inumeráveis são realmente algo. Este algo não está aberto à dúvida: isso vem desta forma.

O que se segue é o koan muito célebre entre Nangaku Ejo e Daikan Eno (o Sexto Patriarca). Nangaku Ejo, Hyakujo Ekai, Obaku…, todos foram grandes mestres.

Quando Nangaku foi pela primeira vez a Daikan Eno, este último lhe perguntou: “De onde vem você?”

Nangaku respondeu: “Venho de Suzan”.

Eno perguntou: “O que é aquilo que vem assim?”

A este “O que é aquilo que vem assim?” Nangaku não achou resposta. Foram necessários oito anos para que ele respondesse e finalmente ele disse: “Agora compreendi. A primeira vez que vim aqui você me perguntou: O que é aquilo que vem assim”.

Eno disse: “Como você o compreende?”

Nangaku respondeu: “Se eu disser algo já será uma outra coisa”.

O Sexto Patriarca aceitou esta resposta e “confirmou”. Isso é verdadeiramente maha muni, não existe linguagem que o possa descrever. A resposta está dentro da pergunta, é suficiente tirar o ponto de interrogação e o “O que é aquilo que vem assim?” se torna “Isso vem assim”, ou inmo.

Se encontrar consigo mesmo assim, durante oito anos, é o que chamamos de “grande capacidade”. “Grande capacidade” implica não ter a inteligência que permite responder imediatamente.

Assim, durante oito anos a cada manhã: “Bom dia Mestre!” “Ah, bom dia, o que é aquilo que vem assim?”

Depois de oito anos, Nangaku Ejo compreendeu e depois disso ele ainda praticou mais oito anos.

Depois do Sexto Patriarca houve Nangaku Ejo e a linhagem Rinzai, Seigen Gyoshi, e Tozan Ryokai sendo da escola Soto, sublinhando que nesta época não havia ainda diferença entre escola Rinzai e escola Soto, as pessoas se misturavam livremente.

Dizer simplesmente “Você é o espírito que se move” não é suficiente. De fato, este você que se move é este espírito inmo, é você que é o Dharmakaya.

No Sutra Avatamsaka, Vairocana, o corpo cósmico do Buda, Dharmakaya, está sentado silenciosamente e não se move. Se imaginarmos o Buda cósmico com um corpo, este corpo contém o universo, é a calma absoluta do universo do qual os bodhisattvas recebem a energia com a qual eles exprimem o Dharma. Há com efeito, de um lado este aspecto: isso não se move absolutamente, mas por outro lado é a partir disto que se produz o movimento.

Na obscuridade há a clareza, não se pode ver somente a claridade. Na claridade há a obscuridade, não se deve ver somente a obscuridade. Se virmos somente o lado obscuro, o lado luminoso desaparece; se você vir somente o lado luminoso, o lado obscuro desaparece. Se virmos com discriminação, vemos somente um ou o outro, o obscuro ou o claro, e isso é um erro. É necessário ver o claro dentro do obscuro e o obscuro no claro; assim, a bandeira que se move, o vento que se move, o espírito que se move, é você que se move e você, isso é o dharmakaya, quietude completa. É o koan de maha muni, o grande silêncio. Como o grande silêncio pode falar? É um dilema. Maha muni, “grande silêncio”, “grande sabedoria”. Compreendendo esta grande sabedoria, realizamos também a grande compaixão.

Nos dias de hoje, podem haver mestres com a grande sabedoria, mas existem poucos mestres com a grande compaixão.

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